A Holanda sob o comando de Xavi Hernández inicia oficialmente um novo ciclo. O ex-meia espanhol, de 46 anos, foi anunciado nesta quarta-feira (12) como substituto de Ronald Koeman e terá contrato até a Copa do Mundo de 2030.
A escolha, então, acontece poucas semanas depois da eliminação holandesa no Mundial de 2026. Assim, Xavi terá quatro anos para reformular a equipe, desenvolver novos jogadores e recolocar a seleção entre as principais forças do futebol internacional. Ele se junta a outros grandes nomes em emblemas europeus, como, por exemplo, Zinedine Zidane e Jürgen Klopp, que recentemente assumiram França e Alemanha após a Copa do Mundo.
Xavi chega para reconstruir a Holanda
A mudança no comando ocorreu depois de uma eliminação frustrante na Copa do Mundo. A Holanda empatou por 1 a 1 com Marrocos e acabou derrotada nos pênaltis na segunda fase da competição, encerrando precocemente a campanha.
Koeman deixou o cargo no fim de junho. Pouco depois, a federação holandesa iniciou a busca por seu substituto e encontrou em Xavi um treinador com experiência em grandes clubes e, sobretudo, identificação com um modelo de futebol baseado na posse de bola.
O novo comandante, entretanto, terá um desafio diferente: pela primeira vez, Xavi trabalhará com uma seleção nacional.
Experiência no Barcelona e no futebol do Catar
Como treinador, Xavi teve sua primeira experiência no Al-Sadd, do Catar. Entre 2019 e 2021, conquistou sete títulos pelo clube. Depois, voltou ao Barcelona para iniciar sua trajetória no futebol europeu como técnico.
No clube catalão, assumiu a equipe em 2021, inclusive, justamente após a saída de Ronald Koeman. Sob seu comando, o Barça conquistou o Campeonato Espanhol de 2022/23 e a Supercopa da Espanha de 2023.
Agora, então, a coincidência se repete: Xavi novamente assume uma equipe que tinha Koeman como treinador.
Xavi terá quatro anos para preparar novo projeto da Holanda
O contrato até 2030 mostra que a aposta não está restrita a um torneio específico. A ideia é, principalmente, permitir que Xavi tenha tempo para construir uma seleção competitiva para o próximo Mundial.
Nesse período, o espanhol terá de avaliar os jogadores que participaram da Copa de 2026 e, ao mesmo tempo, abrir espaço para novos talentos.
A tarefa será especialmente importante porque a Holanda chega ao novo ciclo depois de mais uma participação abaixo das expectativas em uma Copa do Mundo.
Xavi, portanto, não terá apenas a missão de escolher escalações. Ele precisará estabelecer uma identidade, renovar o elenco e, sobretudo, transformar sua filosofia de jogo em um modelo que funcione no futebol de seleções.
Um espanhol no comando de uma das escolas mais tradicionais
A contratação ainda representa uma combinação interessante entre duas escolas históricas do futebol europeu.
De um lado, Xavi é um dos principais representantes da tradição espanhola de posse de bola, associada ao estilo que marcou Barcelona e seleção espanhola durante sua geração.
Do outro, a Holanda possui uma das maiores tradições táticas do futebol mundial e ajudou a transformar conceitos como ocupação de espaços e jogo posicional.
Agora, Xavi terá a missão de unir essas duas ideias.
O primeiro grande objetivo será construir uma Holanda capaz de competir novamente no topo. Para isso, o espanhol terá quatro anos pela frente e um Mundial como destino final.
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Foto: Divulgação/KNVB

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